Dimorphandra mollis Benth.
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Authority
Freitas da Silva, Marlene. 1986. Dimorphandra (Caesalpiniaceae). Fl. Neotrop. Monogr. 44: 1-128. (Published by NYBG Press)
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Family
Caesalpiniaceae
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Scientific Name
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Type
Tipo. Brasil. Minas Gerais: Cachoeira dos Campos, mar 1838-1839 (fl), Claussen 46 (lectótipo, K., n.v.; isolectótipo, BM, BR, G, NY; fragmento de tipo, US; fotótipo, GH, INPA, NY, S, US). Paracatu, S. Luzia, Formiga, S. Pedro, 1641 (fl), Pohl (síntipo, F, NY, US, W; foto, US).
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Description
Species Description - Árvore pequena ou mediana, 3.5(-10) m de altura com copa horizontal densa; ramos, folhas e inflorescência densamente amarelados a ferrugíneo-pubescentes; casca grossa, cinza-avermelhada, áspera, seca, fragmentando-se em pequenos pedaços ao longo do fuste; nos ramos, fma e lenticelosa, ferrugíneo-tomentosa. Folhas 2-pinadas, pecioladas, 20-30(-35) cm de comprimento com 6-12(-14) pares de pinas primarias, opostas ou subopostas, curto-pecioladas; pecíolo comum cilíndrico, tomentoso, estriado longitudinalmente, 3-3.5 cm de comprimento; pecíolo primário espesso, 2 mm de diâmetro por 3 mm de comprimento; pinas primárias de 8-11 cm de comprimento com 13-22 pares de pínulas alternas ou subopostas, curtamente pecioladas; pecíolo secundário piloso, 1 mm de comprimento; pínulas ovais ou oblongas, 1-1.5(-2) cm de comprimento por 5-7(-8) mm de largura, alternas ou subopostas, densamente pubescentes ou veludosas em ambas as faces, membranáceas, na face superior pálidas e finamente seríceas, na inferior densamente ferrugíneo-pubescentes ou seríceas; base obliqua, ápice obtuso e margem inteira, acentuadamente revoluta. Nervura primária na face superior imersa, na inferior proeminente; nervuras secundárias e superiores inconspícuas em ambas as faces. Inflorescência paniculado-corimbosa, 5-10 cm de comprimento, longo-pedunculada, obscura, com brácteas na base; pedúnculo espesso, densamente ferrugíneo-tomentoso. Flores amarelas em espigas densas, unibracteoladas na base; bractéolas ferrugíneas, lineares, caducas; espigas curto ou longo-pedunculadas; cálice urceolado-campanulado, extemamente com poucos pelos, de 1.5 mm de comprimento, 5-lobulado; lóbulos arredondados, tubo pequeno; corola com cinco pétalas iguais, livres, o dobro do comprimento do cálice; pétalas com unha muito curta. Estames cinco, epipétalos, 3-3.5 mm de comprimento; estaminódios cinco, filiformes, o ápice ovoide, clavado-espatulado ou oblanceolado. Ovário filiforme, espesso, glabro, com 6-10(-15) óvulos. Fruto legume espesso, carnoso, comprimido, indeiscente, 10-15(-18) cm de comprimento por 2.5-3.8(-4.5) cm de largura, curto-estipitado, base atenuada, ápice arredondado, obtuso; sementes 10-13(-20), transversais. Segundo Rizzini (1971), as sementes são elipsoide-achatadas, 8-13 mm de comprimento por 4-6 mm de largura, avermelhadas, testa dura, superfície lisa, circundada lateralmente por faixa escura, com endosperma.
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Discussion
D. mollis é uma das espécies de ampla distribuição, muito semelhante à D. gardneriana, da qual difere principalmente por seus folíolos densamente vilosos de margem revoluta. Do ponto de vista químico, ambas as espécies têm sido muito estudadas não só por suas propriedades tóxicas (Campelo 1969; Mors & Rizzini, 1966; Murad et al., 1968; Santos et al., 1977; Tokamia & Döbereiner, 1967), medicinais (Cruz, 1965) e ornamental (Hoehne, 1944), mas, também, Tomassini & Mors (1966) observaram ainda que estas espécies são excelentes fontes de rutina e outros flavonoides que constituem o grupo das formalmente chamadas vitamina P, com propriedades normalizadoras da resistência e da permeabilidade das paredes dos vasos e capilares, especialmente em combinação com a vitamina C.
Nomes vulgares. Brasil: Barbatimão, Faveira, Jacarandá (Mato Grosso); Faveiro, Barbatimão-da-folha-miúda, Sucupira-branca (Goiás); Acácia, Faveira (Minas Gerais); Canafístula (nome estranho à família, S. Paulo). É conhecida ainda por: Barbatimão-falso, Farinha, Faveira, Faveiro-do-cerrado (Ferri, 1969; Hoehne, 1944; Mors & Rizzini, 1966; Pio Corrêa, 1926; Santos et al., 1974; Tokarnia & Döbereiner, 1967). Em 1975, de acordo com Santos et al. recebeu ainda os nomes de Faveiro-do-Campo e Faveira, nas seguintes localidades: Chapadões do Paracatu, Alto, Médio S. Francisco, Médio Rio das Velhas, Uberlandia, Alto Paranaiba, Mata da Corda, Três Marias, Pontal do Triângulo Mineiro, Uberaba, Planalto do Araxá, Calcáreo de Sete Lagoas e Belo Horizonte. Em 1977, Santos et al. publicaram ainda os nomes: Barbatimão-da-folha-miúda, Faveiro, Sucupira-branca, Angiquinho, Cinzeiro, Fava-do-campo, Falso-barbatimão, Farinha-seca e Canafístula.Distribution and Ecology: No Brasil, ocorre nos Estados de Mato Grosso, Goiás, no Distrito Federal, em Minas Gerais e S. Paulo. Fora do nosso País, ocorre na Bolívia, Paraguai, na região do rio Apa e na Serra do Amamby (Fig. 35). Tipicamente de hábito xerofítico, ocorre no cerrado e suas variações (campo cerrado, cerradão), nas matas das encostas, próximo de elevações, em solos argilosos ou arenosos, em altitudes que variam entre 500 a 1700 m. Colhida com flor mais freqüentemente nos meses de novembro e dezembro, porém com registro também em fevereiro, abril, setembro e outubro; a frutificação foi observada mais abundantemente durante março e abril, mas alguns exemplares foram colhidos durante os meses de janeiro, fevereiro, maio até novembro.
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Common Names
Barbatimão, Faveira, jacaranda, Faveiro, Barbatimão-da-folha-miúda, Sucupira-branca, acacia, Faveira, cañafistula, Barbatimão-falso, Farinha, Faveira, Faveiro-do-cerrado, Faveiro-do-Campo, Faveira, Barbatimão-da-folha-miúda, Faveiro, Sucupira-branca, Angiquinho, Cinzeiro, Fava-do-campo, Falso-barbatimão, Farinha-seca, cañafistula
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Distribution
Brazil South America| Mato Grosso Brazil South America| Goiás Brazil South America| Distrito Federal Brazil South America| Minas Gerais Brazil South America| São Paulo Brazil South America| Bolivia South America| Paraguay South America|