Monographs Details: Metzgeria conjugata Lindb.
Authority: Costa, Denise P. da. 2008. Metzgeriaceae (Hepaticae). Fl. Neotrop. Monogr. 102: 1-169. (Published by NYBG Press)
Family:Metzgeriaceae
Synonyms:Metzgeria minor (Schiffn.) Kuwah.
Description:Species Description - Gametófito mediano, verde-claro a verde-amarelado, prostrado, 0,5-l,0(-l,5) mm larg. Ramos adventícios ventrais freqüentes. Talo convexo, dicotomicamente ramificado, dicotomias regulares, margem recurvada para o ventre, ápice obtuso, com papilas mucilaginíferas. Em seção transversal lâmina uniestratificada, (10-)13-23(-27) células larg. da margem a costa, células medianas a grandes, planas, hialinas, paredes ligeiramente espessadas, trigônios pequenos, cutícula lisa, (25-)30-63 × (20-)22-42 µm; costa fraca a fortemente arqueada para o ventre, 2 fileiras de células epidérmicas na superfície dorsal, e (2-)3-4(-6) na superfície ventral; células medulares distintas das epidérmicas, medula (10-) 13-24 células, em 3-4 camadas, células de paredes fortemente espessadas. Talo densamente hirsuto, rizóides pequenos a medianos, eretos a flexuosos, ramificados ou não, dispostos na margem e superfície ventral da costa, ocasionalmente na superfície ventral da lâmina, na margem densos (500 µm=20-40 rizóides), 2 rizóides por célula, misturados com 1 ou 3 rizóides, raramente apresentando regiões sem rizóides, (32-)48-160(-176) µm. Gemas raramente observadas, marginais, liguladas, planas, rizóides curtos e eretos (8-9 células larg.). Monóico. Ramo masculino pequeno, globoso a subgloboso, sem rizóides, raramente com rizóides, 120-234 µm. Invólucro feminino largo-cordado, com entalhe apical, hirsuto, rizóides numerosos, eretos, dispostos na margem e superfície externa, 300-400 µm. Caliptra camosa, claviforme a obpiriforme, hirsuta, rizóides eretos, aci-culares, dispostos na superfície externa, 0,5-1,2 mm, seção transversal 4-6 camadas de células. Seta pequena a mediana, 0,6-2,0 mm compr., seção transversal 24-37 células, 14-16 corticais, 10-21 medulares, 5-7 diâm., células de paredes delgadas, sem trigônios, regularmente arranjadas. Cápsula globosa a subglobosa valvas com espessamentos nodulosos conspícuos na parede externa (Tipo-3), geralmente sem expansão tangencial, e espessamentos semianulares inconspícuos na parede interna (Tipo-2 e 3), geralmente sem expansão tangencial. Elatérios medianos a grandes, castanho-avermelhados, 240-440 µm compr. Esporos pequenos, castanho-avermelhados, finamente granulosos, (18-)20-22(-24) µm diâm. Número cromossômico n=17 (Fritsch, 1991), n=18 (Paton, 1999).

Discussion:O epíteto conjugata destaca o monoicismo característico desta espécie.

E facilmente reconhecida por ser monóica, freqüentemente encontrada com ramo masculino e feminino no mesmo talo. Poucas espécies de Metzgeriaceae no Netrópico são monóicas, e dentre os táxons estudados somente M. conjugata e M. minor var. cyanogutta apresentam esta característica.

Metzgeria conjugata (sensu lato) apresenta ampla distribuição na região temperada holártica com expansões até o sul (Ásia: Malásia e Sri Lanka, Neotrópico: América Central e do Sul) e inclui M. lindbergii Schiffn., que apresenta como um dos sinônimos, M. minor (Schiffn.) Kuwah., cujo tipo é da Indonésia, Ilha de Java, logo incluindo-se em M. conjugata (senso lato), sendo portanto considerada como um possível sinônimo desta última. Por esse motivo, preferiu-se incluir M. minor var. cyanogutta como um possível sinônimo deste taxon.

Quando estéril é semelhante a M. myriopoda, uma espécie dióica, que apresenta talo com grande quantidade de gemas marginais liguladas, o que facilita a diferenciação de M. conjugata, que é monóica e raramente apresenta gemas. Kuwahara (1986) e Schuster (1992), também citam a falta de gemas como uma característica que diferencia estes táxons quando estéreis, sendo que para o Segundo autor, quando estéril se assemelha também a M. furcata.

Metzgeria furcata se distingue por apresentar: talo piano a subplano; medula formada por 9-10 células; na margem um rizóide por célula, originado na superfície ventral; grande quantidade de gemas elípticas a liguladas na margem; esporos granuloso-punctados.

Costa (1999), observou no material do Brasil, rizóides na superfície ventral da lâmina e gemas marginais raras. Apesar destas informações não concordarem com as da literatura, considerou o material como M. conjugata pelas demais características. A presença de rizóides na superfície ventral da lâmina, bem como, de gemas, para algumas espécies, está associada às condições do meio ambiente.

Distribution and Ecology: (Fig. 28). Ampla distribuição no mundo, ocupando distintos substratos, desde corticícola a rupícola, ocorrendo desde o nível do mar até altitudes elevadas (0-2.000 m), sendo considerada por diversos autores, entre eles, Kuwahara (1986) e Schuster (1992), como uma espécie pioneira. Segundo Schuster (1992), a espécie não suporta seca prolongada, sendo mais facilmente encontrada em locais úmidos, sombreados e protegidos. No Neotrópico a especie apresenta distribuição disjunta, ocorrendo no México, em Cuba e no sud-este e sul do Brasil. No Brasil, Segundo Costa (1999), cresce sobre troncos de árvores vivas, eventualmente, tronco em decomposição ou superfície rochosa, entre 0-2000 m, predominando em altitude elevada na Mata Atlântica do sudeste e sul (800-1200 m), podendo ocorrer em mata de galeira (São Paulo), mata secundária (São Paulo e Paraná), e formação campestre (Rio Grande do Sul).

Distribution:Kerry Ireland Europe| México Mexico North America| Veracruz Mexico North America| Cuba South America| Espirito Santo Brazil South America| Paraná Brazil South America| Rio Grande do Sul Brazil South America| Rio de Janeiro Brazil South America| São Paulo Brazil South America|